Confissão

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A celebração do sacramento da reconciliação

A celebração do sacramento da reconciliação pode acontecer em um encontro individual com um padre ou durante celebrações penitenciais, que sempre incluem um momento de diálogo pessoal com um sacerdote.

Seja qual for a forma, esse sacramento une a ação do ser humano, que se aproxima de Deus sob a condução do Espírito Santo, e a ação de Deus, que concede o perdão ao homem por meio do ministério do padre.

Da parte do ser humano

O primeiro compromisso de nossa parte é o do coração: aproximamo-nos de Deus com um arrependimento sincero por nossos pecados e com o firme propósito de nos afastarmos deles. Essa tristeza do coração diante do pecado, chamada contrição, já é um dom do Espírito Santo.

Na presença do padre, confessamos nossos pecados. Colocar palavras sobre nossas faltas já nos ajuda a nos libertar delas, a encará-las com verdade e a assumir nossa responsabilidade, abrindo-nos novamente para Deus.

Não podemos buscar a reconciliação com Deus sem o desejo de reparar, na medida do possível, as consequências de nossas faltas e, sobretudo, de manifestar concretamente a vontade de progredir no bem. É esse o sentido da penitência proposta pelo padre: um pequeno exercício espiritual para nos fortalecer no caminho do bem.

Da parte de Deus

O essencial da reconciliação é realizado pelo próprio Deus, por meio das palavras do padre. Ele nos encoraja a mudar de vida e pode oferecer conselhos práticos à luz da Palavra de Deus. Em seguida, estendendo a mão como sinal do chamado do Espírito Santo, ele pronuncia a fórmula da absolvição:

“Deus, Pai de misericórdia, que reconciliou o mundo consigo pela morte e ressurreição de seu Filho e enviou o Espírito Santo para a remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

Por essas palavras, o padre nos reconcilia plenamente com Deus e com a Igreja e nos dá a graça de fazer as pazes também conosco mesmos.

Origens bíblicas

O chamado à reconciliação está no centro da mensagem de Jesus e resume toda a sua pregação. Ele retoma o anúncio dos profetas do Antigo Testamento, que já convidavam à conversão do coração. Jesus não pede, em primeiro lugar, gestos exteriores ou ritos formais de purificação, mas uma verdadeira transformação interior.

O chamado de Jesus é dirigido a todos: aqueles que ainda não conhecem Deus são convidados a abandonar o mal e a mudar de vida. Mas também aqueles que já responderam a esse primeiro chamado precisam continuar se convertendo.

Somente Deus pode perdoar os pecados. Jesus exerce esse poder porque é o Filho de Deus e o confia aos seus discípulos. Os padres são enviados em nome de Cristo para serem, por sua vez, apóstolos da reconciliação. Através deles, é o próprio Deus que age.

O sentido da reconciliação

O pecado é uma ruptura tripla da comunhão: com Deus, com os outros e consigo mesmo. Cada pecado, ao nos afastar de Deus, também nos afasta da comunidade do Povo de Deus, que é a Igreja.

Regularmente, precisamos reorientar profundamente nossa vida para reencontrar esse estado de comunhão e de paz. Esse caminho espiritual não pode ser feito apenas com nossas próprias forças: precisamos da ajuda do próprio Deus.

A reconciliação dos corações é a grande obra do Espírito Santo. É Ele quem ilumina as consciências para nos revelar as marcas do pecado em nossas vidas e quem age como Consolador, dando-nos a força necessária para a conversão.