A Pastoral da Acolhida teve início por volta de 2009/2010, a partir de uma inquietação vivida por jovens da paróquia que participavam ativamente do grupo jovem. Sentia-se a ausência de um verdadeiro momento de acolhimento nas celebrações, e surgiu o desejo de criar um espaço onde as pessoas se sentissem realmente bem-vindas.
A proposta foi levada ao então pároco, Padre Carlão. Inicialmente, pensava-se em promover esse acolhimento apenas na Missa da Juventude. Contudo, ao apresentar a ideia, o padre explicou que já existia um documento oficial da Pastoral da Acolhida, reconhecida e estruturada na Igreja. Ele abraçou a iniciativa, conduziu uma reunião com o grupo e orientou sobre como organizar o trabalho dentro da proposta oficial da pastoral.
O grupo inicial era formado, majoritariamente, por membros do grupo jovem. A missão era simples, porém muito necessária: acolher com alegria, receber com carinho e criar um ambiente fraterno para todos que chegassem à igreja. Aos poucos, a proposta ganhou força. Novas pessoas aderiram, e a pastoral passou a ser vista como uma porta de entrada para quem ainda não participava ativamente de outras pastorais.
Com o crescimento do grupo, a experiência começou a inspirar outras comunidades da paróquia. A Comunidade do Espírito Santo foi uma das primeiras a adotar o mesmo modelo. Os membros da pastoral compartilharam o documento-base, auxiliaram na organização e colaboraram para replicar a iniciativa.
Posteriormente, já sob a orientação do Padre Alberto, surgiu a proposta de uma formação paroquial específica para a Pastoral da Acolhida. A partir dessa formação, o modelo foi consolidado e expandido para todas as comunidades da paróquia.
Entre as ideias iniciais, destacou-se a proposta de promover um momento de espiritualidade antes da missa. Os membros chegariam com antecedência, fariam uma oração diante do Santíssimo e criariam um ambiente mais recolhido, com música suave, ajudando a preparar a assembleia para a celebração. Embora tenha havido a intenção de utilizar músicas por meio de pendrive, limitações técnicas e estruturais impediram a concretização dessa parte do projeto.
Nos primeiros tempos, o ingresso de novos membros acontecia apenas mediante participação nas reuniões, sem formação específica. Após cerca de um ano, instituiu-se a obrigatoriedade de uma formação a cada seis meses como pré-requisito para entrada na pastoral. Essa medida fortaleceu o grupo e deu origem ao formato de funcionamento que permanece até hoje.
A história acima foi contada pelo Cledson Oliveira