Wenceslaus Nyakundi

Introdução

Meu nome é Padre Wenceslaus Nyakundi. Sou um sacerdote missionário da Congregação do Espírito Santo, sob a proteção do Imaculado Coração de Maria (também conhecida como Espiritanos). Nasci e cresci na aldeia de Motembe, Distrito de Kemera, condado de Nyamira, região de Kisii, no Quênia. O Quênia é um país da África Oriental, situado ao longo da costa do Oceano Índico e cortado pela linha do Equador.

  • Vida Familiar e na Primeira Infância

Sou o quarto filho de uma família de oito: cinco irmãs e três irmãos. Meus pais, David Ondieki e Beatrice Nyaboke, estão vivos e são católicos fervorosos. Agradeço a Deus por isso! Meu pai, um professor aposentado, era uma pessoa muito rigorosa e íntegra em relação à catequese e ao desempenho acadêmico na escola. Em certo momento, ele atuou como catequista em nossa comunidade local. Sua postura firme e inabalável fez com que todos os meus irmãos frequentassem a catequese desde muito cedo. Até hoje, todos os membros da família professam e praticam a fé Católica Romana. Agradecemos a Deus por tudo isso.

  • Vida Escolar e Chamado ao Sacerdócio

Na minha infância, cresci no campo com minha família e parentes. Fiz o ensino fundamental e médio nas escolas locais da aldeia, antes de ir para a capital para o ensino superior. Lembro-me de que, enquanto crescia e estudava, meu pai me levava às celebrações de ordenação diaconal e sacerdotal. Acredito que esse foi o ponto de virada para eu descobrir minha vocação. Como um menino pequeno e ingênuo, havia muitas pequenas coisas que me atraíam nesses eventos de ordenação. Por exemplo, eu ficava fascinado com a aparência dos padres em suas belas vestes, com a forma como a missa era celebrada e como eles abençoavam as pessoas. Essas pequenas coisas, para muitas pessoas, podem ser vistas como prioridades equivocadas e motivos errados para ingressar na vida religiosa, mas sinto que Deus estava me chamando por meio delas. Aquela pequena  grão de mostarda que Deus plantou em mim, embora seja a menor de todas as sementes, tornou-se uma árvore, de modo que as aves vêm e fazem ninho em seus ramos” (Mateus 13, 31-32).

  • Etapas de Formação: Jornada para o Sacerdócio

Em 2009, candidatei-me à Congregação Espiritana. Em setembro de 2010, fui aceito para o Postulantado Espiritano em Kilimambogo, Thika (Quênia). Após um ano de postulantado, fui para a Tanzânia para cursar filosofia por três anos. Entre 2015 e 2017, realizei meu Programa de Experiência Pastoral (estágio) em diferentes paróquias e escolas no Quênia. Em junho de 2017, fui recomendado para o noviciado espiritano em Tanga, na Tanzânia. Fiz minha primeira profissão à vida religiosa em junho de 2018. Após o noviciado, retornei ao Quênia e iniciei meus estudos teológicos por quatro anos. Fiz minha profissão perpétua em junho de 2021, minha ordenação diaconal em 25 de setembro de 2021 e minha ordenação sacerdotal em 10 de junho de 2022. Após minha ordenação diaconal, o Superior Geral, Alain Mayama, me designou para cumprir minha missão na Província Espiritana do Brasil, algo que encarei de forma muito positiva.

  • A Vida após a Ordenação Sacerdotal e a Viagem ao Brasil.

Após minha ordenação, permaneci no Quênia por um ano, trabalhando em minha paróquia de origem e auxiliando em outras paróquias dentro e fora da minha diocese. Ocasionalmente, viajava para a cidade para me reunir e trabalhar com meus confrades espiritanos nas paróquias espiritanas, além de acompanhar o processo de visto para o Brasil. Finalmente, parti de Nairóbi (Quênia) para o Brasil em 30 de maio de 2023 e cheguei a São Paulo (Brasil) na noite seguinte, onde fui calorosamente recebido. Em 3 de junho de 2023, o Superior Provincial me enviou para a Comunidade de Ceilândia, em Brasília, onde trabalho atualmente.

  • Experiência Pessoal como Sacerdote Missionário

Durante meus quatro anos de experiência sacerdotal, tanto no Quênia quanto no Brasil, percebi que o sacerdócio é uma vida de sacrifício e serviço, imitando a vida de Cristo. A vida sacerdotal envolve tanto momentos espirituais profundos quanto tarefas cotidianas, como participar de reuniões com a equipe de liderança paroquial e grupos pastorais da paróquia, administrar orçamentos, manter registros sacramentais, etc.

Além disso, a vida de um sacerdote tem momentos de alegria, paz e graça, mas também muitos momentos desafiadores. O sacerdócio é um chamado para caminhar com as pessoas através das alegrias (batismos, casamentos) e das tristezas (funerais, doenças). Pessoalmente, encontro grande alegria em administrar os sacramentos, particularmente a Eucaristia e a confissão, como mediação entre Deus e o povo. Isso fortaleceu minha dedicação à minha vocação sacerdotal missionária.

 Conclusão

Em conclusão, posso afirmar com convicção que, apesar dos muitos desafios como sacerdote, minha experiência com os brasileiros da Paróquia São José Operário (Ceilândia) tem sido ótima, prazerosa e gratificante. Tenho o prazer de compartilhar, que os cristãos a quem sirvo sejam muito solidários, dedicados na sua fé e apreciem a presença dos seus pastores (sacerdotes). A minha maior satisfação em oferecer os sacramentos, como “celebrar a Eucaristia”, é uma experiência revigorante e curativa que traz plenitude à minha vida. Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, peço que eu permaneça fiel à minha vocação, dedicado a partilhar a Alegria do Evangelho (Exortação Apostólica do Papa Francisco: Evangelii Gaudium, 1) e mantendo uma profunda confiança na graça de Deus. AMÉM.